Mau tempo aqui e ali é o que temos observado nestes últimos dias. Enchentes terríveis no Sul do Brasil. Agora, elas têm destruído estados do Nordeste, principalmente Pernambuco. Vê-se destruição por todo lado. O pobre está desabrigado. Em gestos de desespero, ajunta objetos que sobraram de suas casas, seus sonhos. Já nem consegue chorar por suas perdas...
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No interior de São Paulo tivemos um tornado. Onde já se viu tornado no Brasil? Mas ele passou por Indaiatuba. Levou tudo o que pôde em seu caminho destruidor
Agora, para a maioria dos brasileiros, aqueles que têm seus olhos esperançosos voltados para os lados do Planalto, aqueles que esperam mudanças e atitudes coerentes por parte dos que dirigem nosso país, a maior tempestade, o pior mau tempo do país está acontecendo em nossa capital.
A tempestade da corrupção, cheia de desonestidade por parte daqueles que deveriam ser exemplo de retidão, nos deixam desanimados. Nem mais temos lágrimas a serem derramadas, estamos perdendo nossos sonhos, nossas esperanças e sabemos que nada poderemos fazer. O mau tempo de Brasília deixa um lamaçal de vergonha e descrédito. Como acreditar que tudo poderá ser reconstruído depois do vendaval?
Impossível fazer com que todo este mau tempo em Brasília não seja conhecido por outros países, pelo mundo... “Não se tapa o sol com a peneira”. Sentiremos as conseqüências da tempestade. As más notícias correm rápidas e, com isto, nossa Economia já sente os maus efeitos da desonestidade que tem castigado nossa capital, nossa terra.
Por onde anda a dignidade de nossos representantes? Como será que os tais senhores conseguem encarar seus filhos? Tenho a certeza que os desabrigados do Sul, de São Paulo e do Nordeste, mal têm o que comer, mas têm hora e podem olhar seus familiares sem sentirem vergonha da situação em que vivem. Suas casas poderão ser reconstruídas e seus sonhos novamente viverão, mas quando passará o mau tempo de Brasília e suas conseqüências serão apagadas de nossas mentes?
Tempestades de conseqüências irreparáveis assolam nossa pátria!
Autor: Daisy Marisa de Ferreira Gomes
Fonte: Portal das Águas